quinta-feira, 19 de abril de 2012
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Oferta de escola: em perigo a disciplina de música no 3º ciclo
Aqui deixo o texto da minha amiga e colega de profissão o qual subscrevo na íntegra e tenho reencaminhado para os organismos e instituições, bem como para outros professores, no sentido de saberem o que está acontecer.
A MÚSICA é vida e a prova disso são os nossos alunos e as atividades que eles desenvolvem nesta área, até AGORA CURRICULAR, e que aproximam ciclos de ensino, gerações, comunidade e acima de tudo os motiva para a escola. Para quem tiver dúvidas sobre isso que fale com estes alunos e eles darão o seu testemunho. Adoro a minha profissão e não vou desistir nem deixar que a ponham de lado.
Sei que o MEC, por sua iniciativa, tem reunido com a Associação de Professores de Educação Visual e Tecnológica. A APEVT emitiu um comunicado acerca de uma reunião com a DGAE a 10 de Abril, no qual propõe a integração da disciplina de Educação Tecnológica como obrigatória no lugar da oferta de escola e a integração do ensino da Música como oferta extra-curricular: [documento consultado a 15 de Abril em http://www.arlindovsky.net/2012/04/comunicado-apevt-sobre-a-reuniao-com-a-dgae/#ixzz1s8PxgRBV]. A APEVT revelou total desrespeito pela Educação Musical ao intencionar defender as disciplinas de Educação Tecnológica atacando o ensino da música enquanto disciplina de oferta de escola, sem que a APem fosse contactada e tivesse a oportunidade de ser ouvida.
Os professores de Música estão indignados com esta tomada de posição por parte da APEVT, tendo em conta que esta nova proposta representa um retrocesso em toda a educação artística, afectando, por isso, todos os seus profissionais.
- a marcação imediata de uma reunião entre a Associação Portuguesa de Educação Musical e AEPVT, procurando concertar tomadas de posição;
A MÚSICA é vida e a prova disso são os nossos alunos e as atividades que eles desenvolvem nesta área, até AGORA CURRICULAR, e que aproximam ciclos de ensino, gerações, comunidade e acima de tudo os motiva para a escola. Para quem tiver dúvidas sobre isso que fale com estes alunos e eles darão o seu testemunho. Adoro a minha profissão e não vou desistir nem deixar que a ponham de lado.
Exmos Senhores,
Enquanto profissional do ensino da Música e em cumprimento dos meus deveres cívicos de participação ativa na sociedade democrática, manifestei atempadamente a minha opinião acerca da proposta do governo para a reorganização curricular, procurando dar o meu contributo para uma necessária tomada de posição, quer na consulta pública, quer ainda junto de todos os grupos parlamentares da AR.
Sei que o MEC, por sua iniciativa, tem reunido com a Associação de Professores de Educação Visual e Tecnológica. A APEVT emitiu um comunicado acerca de uma reunião com a DGAE a 10 de Abril, no qual propõe a integração da disciplina de Educação Tecnológica como obrigatória no lugar da oferta de escola e a integração do ensino da Música como oferta extra-curricular: [documento consultado a 15 de Abril em http://www.arlindovsky.net/2012/04/comunicado-apevt-sobre-a-reuniao-com-a-dgae/#ixzz1s8PxgRBV]. A APEVT revelou total desrespeito pela Educação Musical ao intencionar defender as disciplinas de Educação Tecnológica atacando o ensino da música enquanto disciplina de oferta de escola, sem que a APem fosse contactada e tivesse a oportunidade de ser ouvida.
Os professores de Música estão indignados com esta tomada de posição por parte da APEVT, tendo em conta que esta nova proposta representa um retrocesso em toda a educação artística, afectando, por isso, todos os seus profissionais.
Num momento em que se apela à dimensão europeia da educação, o actual governo lança uma proposta que contraria totalmente a tendência dos restantes países da Europa, os quais integram no seu currículo a Educação Musical desde a primeira infância até ao ciclo correspondente à 14 anos de idade (idade de referência) com uma carga horária de 3 horas por semana – a título de exemplo, consultei os currículos disponíveis on-line e acessíveis em língua inglesa: França, Inglaterra, Finlândia, Espanha e Itália. Assim, para além de questões ligadas a matérias de índole laboral, a revisão proposta lança-nos numa crise ideológica profunda, colocando em causa o valor da educação musical.
Desta forma, não compreendo como pode a vossa associação formular propostas que atacam parceiros da educação artística e grupos de docentes que sempre trabalharam em estreita articulação. Este meu contacto, masi do que criticar ou atacar a APEVT, surge no sentido de reconhecer a profunda necessidade de união dos diversos representantes da educação artística, sugerindo assim um contacto com a APEM no sentido de concertar acções, medidas e propostas.
Da minha parte, ficam as seguintes sugestões, as quais gostaria que constassem das vossas recomendações ao MEC:
- a marcação imediata de uma reunião entre a Associação Portuguesa de Educação Musical e AEPVT, procurando concertar tomadas de posição;
- defender a manutenção da oferta de escola no âmbito da Educação Artística, permitindo assim que a disciplina de Música possa continuar a funcionar no 3º ciclo, no mínimo, nos moldes atuais: como disciplina de oferta de escola no 7º e 8º ano de escolaridade, com possibilidade de escolha pelos alunos no 9º ano;
- propor o desdobramento das disciplinas de EV e ET, num funcionamento semestral (à semelhança do que acontece hoje com ET e oferta de escola), incluindo assim no currículo a dimensão visual e tecnológica destas áreas e salvaguardando postos de trabalho.
Em conclusão, a extinção da disciplina de Música no 3º ciclo não deve concretizar-se em consequência dos problemas laborais que afetam os grupos disciplinares de EVT, EV e ET, decorrentes do final do par pedagógico e do facto de ET não estar contemplada na actual proposta, pois quaisquer medidas dessa natureza trariam os mesmos problemas aos profissionais do ensino da Música.
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