sábado, 24 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL COM SORRISOS

Amigos mais um Natal chegou e tudo o que a ele está associado também. 
Adoro esta ópoca, mas ao mesmo tempo detesto a azáfama a que a ela está associada, ou melhor a falta de respeito de alguns seres humanos para com os outros. Sim, porque mesmo nesta época existem pessoaos que não conseguem ser simpáticos, solidários ou simplesmente transmissores de um pequeno sorriso. Como é fácil um simples sorriso fazer a diferença, e eu falo contra mim pr+ópria que ultimamente tenho sorrido muito menos do que desejo, não sei se é por influências conjunturais ou simplesmente porque bem lá no fundo sinto que o Natal já não é o que era.
Adoro olhar para a minha filha com 9 anos e ver nela a excitação e a ansiedade da magia do Natal, ouvi-la cantar sem parar as mesmas melodias, apesar de terem letras que ela inventa e que me fazem realmente sorrir. Ela faz-me renascer, faz-me sorrir de verdade sem que para isso tenha que ir ao centro comercial, ou preparar um discurso para agradar. Obrigada filha, eu te amo muito. Obrigada por me motivares para o espírito natalício. Obrigada marido por insistires para que eu sorria, obrigada Xavier por me fazeres sorrir com o teu sorriso e acima de tudo obrigada aos meus verdadeiros amigos, àqueles que estão presentes sempre mesmo que não seja Natal. 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Reforma curricular que se adivinha

No 2º ciclo
Porque deixar de haver a opção de língua estrangeira no 2º ciclo quando estamos inseridos numa europa que se diz globalizante, não se entende porque razão se limita aos alunos a frequência do  inglês, quando existem outras línguas como por exemplo o francês e espanhol tão importantes no contexto  em que estamos inseridos. Os alunos têm inglês desde o 1º ciclo nas AEC, não seria preferível existir uma opção neste ponto? Ou então terminar com o inglês no 1º ciclo e substituí-lo  por outras  áreas , como por exemplo mais desporto ou expressão artística.
Se o apoio ao estudo passa a ser facultativo com uma carga horária de 5 horas e se a escola entender não oferecer essas possibilidade ao aluno, o que se fazem a essas horas? Eu sugiro que esse apoio seja de 3 horas, ficando 2 para mais uma língua, que no meu entender é fundamental para a inserção do aluno na sua cidadania. Ou então dá-las aos diretores de turma, que de certo as aproveitarão da melhor forma possível, só quem não vive a escola é que desconhece o trabalho e/ou carga horária que um diretor de turma tem para além das que oficialmente lhe são atribuídas. É de lamentar que a área de formação cívica tenha deixado de ser importante de um dia para o outro.
No 3º ciclo
No 9º ano e na área de educação artística não se percebe porque se corta a possibilidade ao aluno de optar por uma das áreas artísticas que a escola lhe oferecia como acontecia até aqui. Para quê ter ET e oferta de escola no 7º e no 8º se no 9º não há a possibilidade do aluno continuar numa dessas áreas? Qual a razão de obrigatoriedade da permanência de educação visual, se o aluno demonstrar  mais capacidades noutras áreas artísticas? Se ele pretender seguir uma carreira profissional onde a área tecnológica ou artística (como por ex. música, ou teatro) lhe interessa, com esta reforma ele não tem a opção de escolha e de se dedicar ao que realmente lhe importa ou onde revela mais competências. Para quê a aposta nas competências e habilidades artísticas de um aluno quando no final do 3º ciclo o que lhe vai contar é a EV como obrigatoriedade? Deem aos alunos a possibilidade de escolherem o seu interesse artístico, pois um país não se desenvolve só de competências científicas, mas também (e acima de tudo) pelas artísticas. Estas são fundamentais no desenvolvimento do ser humano, e ainda mais no desenvolvimento dos nossos jovens, e há estudos científicos que o comprovam (como de certo os Senhores devem conhecer). Se não for a escola a dar aos alunos a cultura artística, que outra entidade o poderá fazer? As famílias, que estão cada vez mais endividadas e não podem oferecer aos seus jovens concertos, bailados, teatros ou mesmo cd´s originais? (entre outros que eu aqui poderia descriminar). É a escola através dos seus PROFESSORES das áreas tecnológicas e das áreas de oferta de escola que na maior parte das vezes consegue fazer chegar aos alunos a cultura do seu país, e de todos os outros. São estes mesmos professores que despertam neles muitas das competências que às vezes nem sabiam que tinham mas descobrem que afinal poderão ser bons na área artística, que não somente a EV. Nem todos fomos feitos para ser arquitetos ou exercer outra profissão que tenha como base a EV. Pensem nisto, falem com os alunos, visitem as escolas e o que de melhor se fazem nelas, o que realmente pensam os alunos sobre esta nova reforma curricular. E para terminar deixo-vos uma pergunta: o que vos marcou artisticamente enquanto alunos? Acredito que tenha sido a tabuada cantada e os pontos de fuga coloridos!!!
A Professora da disciplina de música, 16 de Dezembro de 2011

domingo, 13 de novembro de 2011

O AMANHÃ É ÓTIMO, TENTA SORRIR E DESCOBRIRÁS

Estou cansada de olhar à minha volta e só ver rostos tristes e desiludidos, ouvir desabafos de "esta crise...", "se não fosse esta crise...", não sei que mais com a palavra crise.

O que pensarão as nossas crianças sobre isto? Estarão elas a pensar que afinal os seus pais e amigos adultos só sofrem e que o futuro é mesmo mau? Estarão elas acreditar que não vale a pena fazer o bem, porque os maus é que vencem? EU não quero acreditar nisso e por isso mesmo digo muitas vezes que bom é ser-se adulto, pois é a fase em que somos totalmente livres porque somos completamente responsáveis pelas nossas ações e isso para mim é mais do que valioso, é maravilhoso. É ótimos ter uma palavra a dizer, escolher entre várias opções que nos surgme no quotidiano e poder ser responsável por essas opções. No meu entender é essa a ideia que devemos transmitir às nossas crianças e jovens e não lhes transmitir medo sobre o amanhã, mas antes pelo contrário:  transmitir-lhes confiança porque serão eles quem serão os adultos de amanhã.
Paremos de nos  lamuriar e passemos a sorrir mais, paremos de ver telejornais e notícias negras e passemos a ouvir boa música e a ver as brincadeiras dos nossos filhos e amigos mais novos, brincando com eles. Esses momentos dar-nos-ão força, coragem e muita energia porque aí conseguimos rir e sorrir, uma das fontes "calóricas" de valores mais importantes que conheço.

Filhos, não tenham medo do amanhã porque não o conhecem, façam o melhor que sabem e que conseguirem hoje e agora, pois descobrirão como o amanhã é muito bom, apesar de todos os indícios indicarem o contrário. Não se deixem levar pelo negativismo, façam-nos sorrir e verão como o futuro é maravilhoso, pois estamos lá para o testemunhar e se não estivermos alguém se há-de lembrar destas palavras (espero eu) e poderá finalmente sorrir.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Os sons da sopa

Na licença de maternidade do Xavier, farta de estar longe das crianças, decidi junto com a APPG apresentar Os sons da Sopa a todas as salas do JI/EB1 da Póvoa da Galega. Esta história pretende aliar a música, com os livros e com a alimentação, três pilares fundamentais para o bom desenvolvimento de cada indivíduo, seja ele um bebé ou mesmo um idoso. Apresentar esta história permitiu-me matar as saudades que tenho dos meus alunos (apesar de muito mais crescidos) e ao mesmo tempo oferecer à minha filha Margarida a minha intervenção na sua escola, coisa que ela tanto adora. Nesta aventura o Xavier, que tem agora 5 meses, acompanhou-me sempre, e ficava muito entusiasmado com os sons que ouvia, participando também com os seus magníficos e secretos sons...
Deixo-vos aqui o link de dois sítios onde algumas partes desta história são apresentadas: a casa do folhas e a Galega Encarnada

sábado, 12 de março de 2011

Sempre actual: Zeca e os amigos foram para a rua gritar

Isto de ir para  a rua gritar não é de hoje, e como dizia Rui Vieira Nery: "estamos a viver mais um ciclo...". Desejo que este ciclo tenha resultados visíveis para todos nós, porque esta geração À Rasca somos todos nós (claro que uns mais que outros).
Chega de empurrar as culpas para os outros e vamos lá para a rua gritar, cantar, assobiar, falar, seja lá o que for mas vamos para que se faça ruído, para que se faça balançar quem está sentado nos bancos políticos. 
Já em 1984 Zeca Afonso numa entrevista se referia ao FMI, descrevia uma sociedade portuguesa muito parecida com a de hoje, contudo nessa altura eu era uma criança de 8 anos em que a Escola era um local saudável, reconhecido, valorizado e onde se aprendia a reconhecer o outro e as suas qualidades - hoje este aspecto está muito longe de ser verdadeiro pois a escola parece-me mais um agrande armazem com diferentes hierarquias onde quem menos ganha são os alunos. Para eles, que serão o futuro juntamente comigo dedico a entrevista abaixo:

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Sei em quem Não vou Votar

Não estive no estrangeiro nem sequer de férias, apenas estive ausente da blogosfera porque simplesmente não me apeteceu estar presente!
Hoje senti a responsabilidade cívica e o dever moral de aqui vir, até porque me apeteceu mas acima de tudo para lembrar que no próximo domingo é dia de eleições e como tal eu vou votar. Em quem? decerto que se perguntam... mas não é isso o mais importante mas sim o direito que eu tenho de exercer, por enquanto, a Democracia que me foi dada pelos meus pais e pelo 25 de Abril e que hoje sinto tantas vezes vergonha porque os princípios desse dia estão esquecidos, camuflados, sei lá mais o quê.
Sei em quem não vou votar e de certo que não é nos de sempre, porque a única coisa que muda é a figura física porque de resto tudo se mantém...
Seja na Presidência seja no Governo vamos respeitar e exercer os valores e princípios do cravo e da liberdade que há 3 anos se debatem e que nos dias actuais vertem lágrimas de tristeza.
Sei em quem não vou votar...