domingo, 13 de novembro de 2011

O AMANHÃ É ÓTIMO, TENTA SORRIR E DESCOBRIRÁS

Estou cansada de olhar à minha volta e só ver rostos tristes e desiludidos, ouvir desabafos de "esta crise...", "se não fosse esta crise...", não sei que mais com a palavra crise.

O que pensarão as nossas crianças sobre isto? Estarão elas a pensar que afinal os seus pais e amigos adultos só sofrem e que o futuro é mesmo mau? Estarão elas acreditar que não vale a pena fazer o bem, porque os maus é que vencem? EU não quero acreditar nisso e por isso mesmo digo muitas vezes que bom é ser-se adulto, pois é a fase em que somos totalmente livres porque somos completamente responsáveis pelas nossas ações e isso para mim é mais do que valioso, é maravilhoso. É ótimos ter uma palavra a dizer, escolher entre várias opções que nos surgme no quotidiano e poder ser responsável por essas opções. No meu entender é essa a ideia que devemos transmitir às nossas crianças e jovens e não lhes transmitir medo sobre o amanhã, mas antes pelo contrário:  transmitir-lhes confiança porque serão eles quem serão os adultos de amanhã.
Paremos de nos  lamuriar e passemos a sorrir mais, paremos de ver telejornais e notícias negras e passemos a ouvir boa música e a ver as brincadeiras dos nossos filhos e amigos mais novos, brincando com eles. Esses momentos dar-nos-ão força, coragem e muita energia porque aí conseguimos rir e sorrir, uma das fontes "calóricas" de valores mais importantes que conheço.

Filhos, não tenham medo do amanhã porque não o conhecem, façam o melhor que sabem e que conseguirem hoje e agora, pois descobrirão como o amanhã é muito bom, apesar de todos os indícios indicarem o contrário. Não se deixem levar pelo negativismo, façam-nos sorrir e verão como o futuro é maravilhoso, pois estamos lá para o testemunhar e se não estivermos alguém se há-de lembrar destas palavras (espero eu) e poderá finalmente sorrir.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Os sons da sopa

Na licença de maternidade do Xavier, farta de estar longe das crianças, decidi junto com a APPG apresentar Os sons da Sopa a todas as salas do JI/EB1 da Póvoa da Galega. Esta história pretende aliar a música, com os livros e com a alimentação, três pilares fundamentais para o bom desenvolvimento de cada indivíduo, seja ele um bebé ou mesmo um idoso. Apresentar esta história permitiu-me matar as saudades que tenho dos meus alunos (apesar de muito mais crescidos) e ao mesmo tempo oferecer à minha filha Margarida a minha intervenção na sua escola, coisa que ela tanto adora. Nesta aventura o Xavier, que tem agora 5 meses, acompanhou-me sempre, e ficava muito entusiasmado com os sons que ouvia, participando também com os seus magníficos e secretos sons...
Deixo-vos aqui o link de dois sítios onde algumas partes desta história são apresentadas: a casa do folhas e a Galega Encarnada

sábado, 12 de março de 2011

Sempre actual: Zeca e os amigos foram para a rua gritar

Isto de ir para  a rua gritar não é de hoje, e como dizia Rui Vieira Nery: "estamos a viver mais um ciclo...". Desejo que este ciclo tenha resultados visíveis para todos nós, porque esta geração À Rasca somos todos nós (claro que uns mais que outros).
Chega de empurrar as culpas para os outros e vamos lá para a rua gritar, cantar, assobiar, falar, seja lá o que for mas vamos para que se faça ruído, para que se faça balançar quem está sentado nos bancos políticos. 
Já em 1984 Zeca Afonso numa entrevista se referia ao FMI, descrevia uma sociedade portuguesa muito parecida com a de hoje, contudo nessa altura eu era uma criança de 8 anos em que a Escola era um local saudável, reconhecido, valorizado e onde se aprendia a reconhecer o outro e as suas qualidades - hoje este aspecto está muito longe de ser verdadeiro pois a escola parece-me mais um agrande armazem com diferentes hierarquias onde quem menos ganha são os alunos. Para eles, que serão o futuro juntamente comigo dedico a entrevista abaixo:

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Sei em quem Não vou Votar

Não estive no estrangeiro nem sequer de férias, apenas estive ausente da blogosfera porque simplesmente não me apeteceu estar presente!
Hoje senti a responsabilidade cívica e o dever moral de aqui vir, até porque me apeteceu mas acima de tudo para lembrar que no próximo domingo é dia de eleições e como tal eu vou votar. Em quem? decerto que se perguntam... mas não é isso o mais importante mas sim o direito que eu tenho de exercer, por enquanto, a Democracia que me foi dada pelos meus pais e pelo 25 de Abril e que hoje sinto tantas vezes vergonha porque os princípios desse dia estão esquecidos, camuflados, sei lá mais o quê.
Sei em quem não vou votar e de certo que não é nos de sempre, porque a única coisa que muda é a figura física porque de resto tudo se mantém...
Seja na Presidência seja no Governo vamos respeitar e exercer os valores e princípios do cravo e da liberdade que há 3 anos se debatem e que nos dias actuais vertem lágrimas de tristeza.
Sei em quem não vou votar... 

segunda-feira, 7 de junho de 2010

As desculpas não se pedem, evitam-se!

Desculpa isto, desculpa aquilo...
Passamos o tempo a pedir desculpa e muitas vezes nem sabemos porque o fazemos, ou se o fazemos de coração.
Sinto um vazio que me entristece e me deixa desnorteada, simplemente negra por dentro por não conseguir deixar de evitar um pedido de desculpa.
O ser humano é o ser mais complicado de todos os seres e como defendo, o facto de possuir a capacidade de pensar, em vez de o ajudar a crescer apenas o derrota, o deprime o deixa muitas vezes sem saber o que fazer ou dizer.
Não te estou a pedir desculpa,  apenas a interrogar-me porque continuo a não evitar que ela aconteça. Não o faço propositadamente e muito menos por capricho, erro e cometo falhas que muitas vezes ultrapassam a minha capacidade emocional e racional. Se eu podesse apenas Sorrir faria o tempo todo essa acção para que tu estivesses bem e também sorrises comigo.
Amo-te e apenas me envregonho de mim por não conseguir dizer-te esta palavras de uma forma calma e tranquila. Espero que me compreendas e que acima de tudo me ajudes. Preciso disso para te poder ajudar, para que o vazio se encha de alegria e de amor (que é grátis).
Quero que o Inevitável permaneça e sejamos apenas um ser com todas as suas diferenças e interpretações. Que o som dos pássaros nos ajude voar e as cores das tintas nos motive para o encontro.
Amo-te.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

ÀS CRIANÇAS e aos adultos que estão adormecidos...

"A criança é o homem de amanhã", já dizia a canção, mas parece que a maior parte de nós se esquece disso.
Quando me refiro a nós estou a dirigir-me à sociedade, às famílias e às escolas, não sendo nenhuma delas a prioritária na preparação desse futuro mas todas juntas e em articulação. Esta articulação parece-me cada vez mais distante e utópica. Será assim tão difícil olhar nos olhos de uma criança (lembro que é qualquer jovem até aos 18 anos) e ver o que ela nos quer dar e quer receber? Penso que será difícil para a maior parte dos adultos, pois estes sabem o significado da mentira, da traição, da humilhação e de todas as outras palavras e conceitos que têm uma carga mais negativa, e como tal penso que receiam que a CRIANÇA perceba isso. Mas a criança percebe-o mesmo que não o diga ou partilhe.
A uma criança basta um sorriso, um abraço, uma brincadeira na rua ou no campo, uma folha de papel pintada a 4 mãos ou simplesmente um abraço: uma abraço sincero, porque ela percebe quando é por obrigação (deixa-me lá dar um abraço, porque já não o faço a algum tempo!!).
Não a enganemos, sejamos simplesmente verdadeiros e neste sentido sugiro que :
  • as famílias, sejam elas as biológicas ou não, dêem AMOR (é grátis) às suas crianças;
  • as escolas, professores e governantes, dêem ferramentas para que cada uma delas seja estruturada quer ao nível dos conhecimentos quer ao nível dos comportamentos, pois EDUCAR significa prepar o indivíduo para o mundo (veja-se a origem do latim na palavra);
  • a sociedade dê oportunidade para que o amor e a educação se manifestem positivamente.
Nada sou que não uma adulta que também já foi criança e por esta razão respeito cada jovem na sua individualidade, tentando ver nele todo e qualquer sentido, pois cada gesto seu não é mais do que o reflexo do que nós adultos lhes transmitimos.
Bem hajam a todas as crianças, mesmo aquelas (e são muitas) que morrem, que são maltratads a cada minuto, pois se isso acontece é para que os Adultos acordem e ajudem as que ainda poderão sobreviver
e dar a este Palneta que é a Terra algum significado e algum sentido para que todos possamos acreditar que ainda é possível desenvolver um futuro melhor para cada uma delas e consequentemente para cada um de nós.